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Outra vez para ti!

É Natal? Parece que sim. Aqui, ali. Ontem era aqui. Luzes. Calor. Espírito. Sentimento. Família. Era bom. Ria, ria, ria. Adiantava o relógio para abrir as prendas. Andava à procura do meu papá (tinha medo que ele fingisse que era o pai natal) Olhava para o céu à procura das renas que passavam à meia noite (cheguei a confundi-las com as luzes da discoteca!) Depois da meia noite a coca-cola já tinha sido bebida e aparecia uma carta sobre o meu comportamento anual! Aí sim era Natal. Passados oito "Natais", o nono não é Natal. É sim 25 de Dezembro. Foi-se tudo completamente. Não ficou nem uma réstea do espírito. Amo-te agora e sempre! (CARALHO PARA O CONSUMISMO E PARA A FALSA CARIDADE----> MORRAM TODOS!)

Comentários

Ana disse…
Gostei tanto (:

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S.

Aquilo não era eu. Aquilo não eras tu. Aquilo éramos nós. Agora, aquilo é apenas distância, estranheza e uma constante interrogação sobre a realidade desta memória. Eu amei-te. Tu amaste-me. Amámos-nos. Já não nos amamos. Tenho saudades de já não nos amarmos. Não tenho saudades tuas. Tenho saudades dele. Daquele que vi em ti naqueles dias. Foste o depósito da minha expectativa. Desculpa. Enganei-te. Enganaste-me. Enganámos-nos. Perdemos-nos um do outro. ..... ....... Merda! O que quero dizer é que tenho saudades tuas.

Carpe Diem

Um calafrio acaba de me percorrer o corpo. Atravessa a minha pele como um Inverno gélido sem fim. E a noite, a noite entra pela minha janela. O luar ilumina a folha onde escrevo. Está frio. Sinto os pêlos dos braços eriçados e tenho saudade dos braços confortáveis que já me protegeram. Era sexta-feira. Estava deitada sobre a relva acabada de regar. Olhava o céu e as nuvens que por lá passavam . Queria tentar não pensar em nada, mas não consegui. Lembrei-me de tudo o que tinha acontecido nos últimos anos. Recordei a infância. Senti finalmente que podia sorrir. Estava tudo bem. O sofrimento já tinha passado. Os que me tinham abandonado já não me feriam. Sentia uma paz interior dentro de mim. Reparei que o sol brilhava. Estava um calor imenso. Escorreu-me uma gota de suor pela testa. Em tempos tivera uma sensação semelhante com uma lágrima. Agora não, estava feliz. Num momento de pura felicidade. Eu e a natureza. Ninguém mais. Em tempos claro, porque agora a lua que vejo pelo vidro só...