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sitdownandlisten

Porque vocês são os fortes. Eu sou a fraca.
Porque os sentidos dispersam-se nas folhas que voam rentes ao chão num dia de Outono. O banco já não está ali. Agora restam os pedaços entrelaçados como fios de novelo. Os recomeços tornam-se árduos. O frio congela os corpos. As mãos roxas. A cara branca como cal. Vazio e vácuo.
Desejei. Não tentei que as pedras fossem destruídas.
Os amantes, com a face coberta por um ínfimo e fino tecido de seda. Sentiram-se.
A rotina das partilhas estava concluída com um fim ainda por definir. As letras aglomeravam-se em palavras ditas, que nada diziam, ou a que não era atribuído um significado válido.
Os odores dispersam-se nas brumas da memória. O medo habitava ali. A sencação do tacto espelhava-se no olhar.
O sonho, o inconsciente.
As construções com formas desconhecidas. As pirâmides invertidas. Os círculos sem raio. Os cubos sem arestas.
O ser sem pele. As entranhas a descoberto. O corte. O líquido espesso a correr. O transparente a cair.
Difusão de ideias. Dias sem resumo. Noites sem vida. Ritmo sem melodia. Som exuberante que leva à cólera.
A ponte. A do fim. Ali. Tão distante.
Encontramo-nos?

Comentários

Rosa Branca disse…
"Can't go back I can't go back
Can't go back I can't go back
Can't go back I can't go back
To the place I was before"

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"É preciso viver, não apenas existir"

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Carpe Diem

Um calafrio acaba de me percorrer o corpo. Atravessa a minha pele como um Inverno gélido sem fim. E a noite, a noite entra pela minha janela. O luar ilumina a folha onde escrevo. Está frio. Sinto os pêlos dos braços eriçados e tenho saudade dos braços confortáveis que já me protegeram. Era sexta-feira. Estava deitada sobre a relva acabada de regar. Olhava o céu e as nuvens que por lá passavam . Queria tentar não pensar em nada, mas não consegui. Lembrei-me de tudo o que tinha acontecido nos últimos anos. Recordei a infância. Senti finalmente que podia sorrir. Estava tudo bem. O sofrimento já tinha passado. Os que me tinham abandonado já não me feriam. Sentia uma paz interior dentro de mim. Reparei que o sol brilhava. Estava um calor imenso. Escorreu-me uma gota de suor pela testa. Em tempos tivera uma sensação semelhante com uma lágrima. Agora não, estava feliz. Num momento de pura felicidade. Eu e a natureza. Ninguém mais. Em tempos claro, porque agora a lua que vejo pelo vidro só...