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No ritmo frenético da cidade encontro-me. No ritmo frenético da cidade procuro-te e perco-te.
Sou apenas mais uma a caminhar. Mais uma a correr para todo e nenhum lado. Sou simplesmente mais uma tola que se julga com um futuro.
Vou fazendo e determinando o presente. Vou sentindo o sangue a correr, a bochecha a corar, e as mãos a tremer. A dor. Infinitamente, a dor. Proporcionalmente a saudade. A saudade de demasiados.
As memórias: Eternas. Efémeras. Quentes e frias. Mornas. Sentidas com o arrepiar da pele e o eriçar dos pêlos. O desejo. O desejo que me envolve o corpo. A alma, alma que chama por ti.
No ritmo frenético da cidade tento antever o minuto a seguir. No ritmo frenético da cidade lembro-me dos minutos. Dos vários minutos. Das horas. Dos dias. Das noites...
(Mais uma vez, fecham-se as portas e tu não entraste. Percorro a linha à tua espera. Onde estás?)
Fito quem entrou. Um deles retribui o olhar. Passam cinco minutos. São castanhos, brilhantes, sofridos. Sai.
Ao contrário todos são diferentes. Nenhum se repete, eu continuo no mesmo lugar. Sabes que sim. Continuo sempre ali sentada à tua espera. à espera que um dia, após o repetido "tschhhh" tu já estejas sentado a meu lado. Dás-me a mão.
Depois, no ritmo frenético da cidade somos dois que andam. No ritmo frenético da cidade somos dois que corremos para todo e nenhum lado, juntos!

Comentários

Ju disse…
Continua sempre a caminhar.
A filosofia barata pode nao servir de muito, mas nao percas a força e o sorriso.
Tens muito a tua espera.

E eu estou pronta para caminhar contigo sempre que quiseres.

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Carpe Diem

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