B: Oh, tenho 17 anos e então?
?: Tens um futuro pela frente. Não precisas de sofrer por paixonetas e namoricos de adolescente.
B: Mas sabes que a minha vida não se resume a rapazes! Infelizmente...Quem me dera ser uma pita estúpida.
?: Sim, mas vais ver que daqui a uns anos isto tudo te vai dar vontade de rir. Vais perceber que nada é tão horrível como parece agora.
B: Está bem. Mas eu sofro agora. Deixa-me curtir o minha tristeza. Ao menos quando for mais velha vou conseguir reconhecer essa felicidade de que tanto falas!
Qual é o espaço mais sóbrio do grande manicómio social ? São perguntas como esta, que nos surgem numa leitura, que me fazem pensar. Com algum sentido de humor respondo: "tascas" ou "tabernas". Reflectindo: Serão as escolas, faculdades, redacções jornalísticas, tribunas políticas, tribunais? Para mim, não... Na minha modesta opinião, a resposta que melhor se adequa, e espantem-se caros leitores, é: "os velórios ". É neles que cada um ganha realmente consciência de que a vida terrena tem um fim. Até aqueles que julgam entender a efemeridade da vida, só nesta altura o compreendem verdadeiramente. Depois? Depois restam as lágrimas, que cessam algum tempo depois e nos reencaminham para a nossa antiga e rotineira existência, sem nos lembrarmos que a morte pode chegar. Pois é, amigos, daqui a, 1... 2... 3... 4... ...
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