É Natal? Parece que sim. Aqui, ali.
Ontem era aqui.
Luzes.
Calor.
Espírito.
Sentimento.
Família.
Era bom.
Ria, ria, ria.
Adiantava o relógio para abrir as prendas.
Andava à procura do meu papá (tinha medo que ele fingisse que era o pai natal)
Olhava para o céu à procura das renas que passavam à meia noite (cheguei a confundi-las com as luzes da discoteca!)
Depois da meia noite a coca-cola já tinha sido bebida e aparecia uma carta sobre o meu comportamento anual!
Aí sim era Natal.
Passados oito "Natais", o nono não é Natal. É sim 25 de Dezembro.
Foi-se tudo completamente.
Não ficou nem uma réstea do espírito.
Amo-te agora e sempre!
(CARALHO PARA O CONSUMISMO E PARA A FALSA CARIDADE----> MORRAM TODOS!)
Qual é o espaço mais sóbrio do grande manicómio social ? São perguntas como esta, que nos surgem numa leitura, que me fazem pensar. Com algum sentido de humor respondo: "tascas" ou "tabernas". Reflectindo: Serão as escolas, faculdades, redacções jornalísticas, tribunas políticas, tribunais? Para mim, não... Na minha modesta opinião, a resposta que melhor se adequa, e espantem-se caros leitores, é: "os velórios ". É neles que cada um ganha realmente consciência de que a vida terrena tem um fim. Até aqueles que julgam entender a efemeridade da vida, só nesta altura o compreendem verdadeiramente. Depois? Depois restam as lágrimas, que cessam algum tempo depois e nos reencaminham para a nossa antiga e rotineira existência, sem nos lembrarmos que a morte pode chegar. Pois é, amigos, daqui a, 1... 2... 3... 4... ...
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