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sitdownandlisten

Porque vocês são os fortes. Eu sou a fraca.
Porque os sentidos dispersam-se nas folhas que voam rentes ao chão num dia de Outono. O banco já não está ali. Agora restam os pedaços entrelaçados como fios de novelo. Os recomeços tornam-se árduos. O frio congela os corpos. As mãos roxas. A cara branca como cal. Vazio e vácuo.
Desejei. Não tentei que as pedras fossem destruídas.
Os amantes, com a face coberta por um ínfimo e fino tecido de seda. Sentiram-se.
A rotina das partilhas estava concluída com um fim ainda por definir. As letras aglomeravam-se em palavras ditas, que nada diziam, ou a que não era atribuído um significado válido.
Os odores dispersam-se nas brumas da memória. O medo habitava ali. A sencação do tacto espelhava-se no olhar.
O sonho, o inconsciente.
As construções com formas desconhecidas. As pirâmides invertidas. Os círculos sem raio. Os cubos sem arestas.
O ser sem pele. As entranhas a descoberto. O corte. O líquido espesso a correr. O transparente a cair.
Difusão de ideias. Dias sem resumo. Noites sem vida. Ritmo sem melodia. Som exuberante que leva à cólera.
A ponte. A do fim. Ali. Tão distante.
Encontramo-nos?

Comentários

Rosa Branca disse…
"Can't go back I can't go back
Can't go back I can't go back
Can't go back I can't go back
To the place I was before"

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S.

Aquilo não era eu. Aquilo não eras tu. Aquilo éramos nós. Agora, aquilo é apenas distância, estranheza e uma constante interrogação sobre a realidade desta memória. Eu amei-te. Tu amaste-me. Amámos-nos. Já não nos amamos. Tenho saudades de já não nos amarmos. Não tenho saudades tuas. Tenho saudades dele. Daquele que vi em ti naqueles dias. Foste o depósito da minha expectativa. Desculpa. Enganei-te. Enganaste-me. Enganámos-nos. Perdemos-nos um do outro. ..... ....... Merda! O que quero dizer é que tenho saudades tuas.

Por fim...

Qual é o espaço mais sóbrio do grande manicómio social ? São perguntas como esta, que nos surgem numa leitura, que me fazem pensar. Com algum sentido de humor respondo: "tascas" ou "tabernas". Reflectindo: Serão as escolas, faculdades, redacções jornalísticas, tribunas políticas, tribunais? Para mim, não... Na minha modesta opinião, a resposta que melhor se adequa, e espantem-se caros leitores, é: "os velórios ". É neles que cada um ganha realmente consciência de que a vida terrena tem um fim. Até aqueles que julgam entender a efemeridade da vida, só nesta altura o compreendem verdadeiramente. Depois? Depois restam as lágrimas, que cessam algum tempo depois e nos reencaminham para a nossa antiga e rotineira existência, sem nos lembrarmos que a morte pode chegar. Pois é, amigos, daqui a, 1... 2... 3... 4... ...