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Mãe, eu cresci
Mãe, continuo pequena.
Mãe, abraça-me.
Quero parar de sentir que estou e estarei sempre sozinha.
Mãe, ajuda-me.
Mãe, sou tão fraca.
Quero sair daqui.
Não quero continuar a olhar-te e a ter saudades.
Quero que este aperto termine.
Não quero que venhas ter comigo só quando sofres.
Quero dizer-te bom dia a sorrir.
E sinto... Sinto que nunca mudará.
Mãe, tira-me daqui.
Serei sempre a que está aqui e nunca a que vai contigo.
Serei sempre a que não quero ser.
E tu não vês!
Não vês ou não queres ver...
Mas se visses, mudava?

Os meus sonhos são simples alinhavos
São meros rascunhos
Que se apagam com o passar da borracha
E se os desse a conhecer nem rascunhos seriam
E tu teimas em não ver
Teimas em gostar apenas
E eu queimo as folhas de rascunho
E tu tiras as linhas que eu alinhavei.

Não, não sou aquela que pensas
Não, não me deito como pensas
Tenho frio e sou pequena

A chuva não me basta
Preciso de vento
A janela não me trás nada disso:
Só a noite e o frio.

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S.

Aquilo não era eu. Aquilo não eras tu. Aquilo éramos nós. Agora, aquilo é apenas distância, estranheza e uma constante interrogação sobre a realidade desta memória. Eu amei-te. Tu amaste-me. Amámos-nos. Já não nos amamos. Tenho saudades de já não nos amarmos. Não tenho saudades tuas. Tenho saudades dele. Daquele que vi em ti naqueles dias. Foste o depósito da minha expectativa. Desculpa. Enganei-te. Enganaste-me. Enganámos-nos. Perdemos-nos um do outro. ..... ....... Merda! O que quero dizer é que tenho saudades tuas.

Por fim...

Qual é o espaço mais sóbrio do grande manicómio social ? São perguntas como esta, que nos surgem numa leitura, que me fazem pensar. Com algum sentido de humor respondo: "tascas" ou "tabernas". Reflectindo: Serão as escolas, faculdades, redacções jornalísticas, tribunas políticas, tribunais? Para mim, não... Na minha modesta opinião, a resposta que melhor se adequa, e espantem-se caros leitores, é: "os velórios ". É neles que cada um ganha realmente consciência de que a vida terrena tem um fim. Até aqueles que julgam entender a efemeridade da vida, só nesta altura o compreendem verdadeiramente. Depois? Depois restam as lágrimas, que cessam algum tempo depois e nos reencaminham para a nossa antiga e rotineira existência, sem nos lembrarmos que a morte pode chegar. Pois é, amigos, daqui a, 1... 2... 3... 4... ...