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noite.

Os corpos movem-se ao ritmo das notas. Aqui vive-se uma espécie de ritual de acasalamento onde se escolhem pessoas pelo tamanho da mini-saia, tom de pele e peso. Aqui só se pensa em sexo. Aqui só se olha para o bonito.
No dia a seguir, já sem as roupas caras e a maquilhagem, o interesse pode acabar. Um deles diz umas quantas palavras e o encanto perde-se todo.Mas os rituais continuam dia após dia, as prioridades põem a beleza em primeiro lugar e deixam no fim da lista a bondade, o interesse e a inteligência.
Fala-se de sofrimento como uma coisa má, e depois oiço coisas como "se bela queres ser, tens que sofrer"! Não entendo, juro que não. Em que merda de mundo vivemos nós? Que sítio é este onde me sinto mal por não ser igual às pessoas que estão à minha volta?
Defendem-se tamanhos e gostos iguais.
Não sou daqui, nem de lá. Pertenço a um sítio completamente diferente. Um sítio em que não existe preto ou branco, um sítio onde não existe grande ou pequeno. Um sítio onde se existe, ponto!

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S.

Aquilo não era eu. Aquilo não eras tu. Aquilo éramos nós. Agora, aquilo é apenas distância, estranheza e uma constante interrogação sobre a realidade desta memória. Eu amei-te. Tu amaste-me. Amámos-nos. Já não nos amamos. Tenho saudades de já não nos amarmos. Não tenho saudades tuas. Tenho saudades dele. Daquele que vi em ti naqueles dias. Foste o depósito da minha expectativa. Desculpa. Enganei-te. Enganaste-me. Enganámos-nos. Perdemos-nos um do outro. ..... ....... Merda! O que quero dizer é que tenho saudades tuas.

Por fim...

Qual é o espaço mais sóbrio do grande manicómio social ? São perguntas como esta, que nos surgem numa leitura, que me fazem pensar. Com algum sentido de humor respondo: "tascas" ou "tabernas". Reflectindo: Serão as escolas, faculdades, redacções jornalísticas, tribunas políticas, tribunais? Para mim, não... Na minha modesta opinião, a resposta que melhor se adequa, e espantem-se caros leitores, é: "os velórios ". É neles que cada um ganha realmente consciência de que a vida terrena tem um fim. Até aqueles que julgam entender a efemeridade da vida, só nesta altura o compreendem verdadeiramente. Depois? Depois restam as lágrimas, que cessam algum tempo depois e nos reencaminham para a nossa antiga e rotineira existência, sem nos lembrarmos que a morte pode chegar. Pois é, amigos, daqui a, 1... 2... 3... 4... ...