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suícidio

Sabes quando o mar não é mar? Quando não percebes se estás na praia ou em casa? Independentemente do sítio onde estás só pensas numa coisa. Os pixeis que te vêm à cabeça são sempre os mesmos, estás sempre sozinho, mesmo que não o estejas.
É a pior sensação do mundo. É estar completamente perdido numa rua só com uma direcção. É querer chorar e não conseguir.
Não sabes amar, não sabes odiar. Estás estático e nem consegues pedir ajuda. Perdes os sentidos e andas assim durante uns tempos. Ninguém percebe.
Quando a M. estava assim sentia-se claustrofóbica num grande prado verde. O coração apertava, e apertava. A aorta parecia hiper-activa e o nó da garganta era tão difícil de desfazer que parecia ter sido feito por um marinheiro. M. tinha uma sensação de impotência e de imobilização mesmo quando corria. Sentia-se como um zero, sendo que via nos outros um 100.  Ninguém percebeu.
Quando se está assim usam-se máscaras. É o verdadeiro Carnaval da vida. São poucos ou nenhuns os que vêm quem está do outro lado. E no fim, nem o mascarado se reconhece no espelho

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S.

Aquilo não era eu. Aquilo não eras tu. Aquilo éramos nós. Agora, aquilo é apenas distância, estranheza e uma constante interrogação sobre a realidade desta memória. Eu amei-te. Tu amaste-me. Amámos-nos. Já não nos amamos. Tenho saudades de já não nos amarmos. Não tenho saudades tuas. Tenho saudades dele. Daquele que vi em ti naqueles dias. Foste o depósito da minha expectativa. Desculpa. Enganei-te. Enganaste-me. Enganámos-nos. Perdemos-nos um do outro. ..... ....... Merda! O que quero dizer é que tenho saudades tuas.

Por fim...

Qual é o espaço mais sóbrio do grande manicómio social ? São perguntas como esta, que nos surgem numa leitura, que me fazem pensar. Com algum sentido de humor respondo: "tascas" ou "tabernas". Reflectindo: Serão as escolas, faculdades, redacções jornalísticas, tribunas políticas, tribunais? Para mim, não... Na minha modesta opinião, a resposta que melhor se adequa, e espantem-se caros leitores, é: "os velórios ". É neles que cada um ganha realmente consciência de que a vida terrena tem um fim. Até aqueles que julgam entender a efemeridade da vida, só nesta altura o compreendem verdadeiramente. Depois? Depois restam as lágrimas, que cessam algum tempo depois e nos reencaminham para a nossa antiga e rotineira existência, sem nos lembrarmos que a morte pode chegar. Pois é, amigos, daqui a, 1... 2... 3... 4... ...