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suícidio

Sabes quando o mar não é mar? Quando não percebes se estás na praia ou em casa? Independentemente do sítio onde estás só pensas numa coisa. Os pixeis que te vêm à cabeça são sempre os mesmos, estás sempre sozinho, mesmo que não o estejas.
É a pior sensação do mundo. É estar completamente perdido numa rua só com uma direcção. É querer chorar e não conseguir.
Não sabes amar, não sabes odiar. Estás estático e nem consegues pedir ajuda. Perdes os sentidos e andas assim durante uns tempos. Ninguém percebe.
Quando a M. estava assim sentia-se claustrofóbica num grande prado verde. O coração apertava, e apertava. A aorta parecia hiper-activa e o nó da garganta era tão difícil de desfazer que parecia ter sido feito por um marinheiro. M. tinha uma sensação de impotência e de imobilização mesmo quando corria. Sentia-se como um zero, sendo que via nos outros um 100.  Ninguém percebeu.
Quando se está assim usam-se máscaras. É o verdadeiro Carnaval da vida. São poucos ou nenhuns os que vêm quem está do outro lado. E no fim, nem o mascarado se reconhece no espelho

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Sei que não distribuo bem o meu tempo.  Gostava de ler mais e estar mais tempo com algumas pessoas.  Sei que alguns amigos se foram e que outros vieram.  Gostava que todos ficassem.  Sei que não guardo ressentimentos.   Gostava de gostar mais de mim.  Sei que não gosto de ovas.  Gostava de provar Kopi Luwak. Sei que há pessoas com prioridades diferentes das minhas.  Gostava que as prioridades dos que gosto se encaixassem nas minhas.  Sei que as duas "Cláudias" vão ler isto.  Gostava que o Abílio e o Renato também lessem.  Sei que nem sempre estou sozinha.  Gostava de nunca me sentir.  Sei que gosto de chocolate. Gostava que um "pretendente" me oferecesse uma caixa. Sei que amamos o conceito.  Gostava de ter todos os que amo comigo.  Sei que hoje fui muito feliz com 3 pessoas.  Gostava que todos os meus dias tivessem um momento feliz.

Por fim...

Qual é o espaço mais sóbrio do grande manicómio social ? São perguntas como esta, que nos surgem numa leitura, que me fazem pensar. Com algum sentido de humor respondo: "tascas" ou "tabernas". Reflectindo: Serão as escolas, faculdades, redacções jornalísticas, tribunas políticas, tribunais? Para mim, não... Na minha modesta opinião, a resposta que melhor se adequa, e espantem-se caros leitores, é: "os velórios ". É neles que cada um ganha realmente consciência de que a vida terrena tem um fim. Até aqueles que julgam entender a efemeridade da vida, só nesta altura o compreendem verdadeiramente. Depois? Depois restam as lágrimas, que cessam algum tempo depois e nos reencaminham para a nossa antiga e rotineira existência, sem nos lembrarmos que a morte pode chegar. Pois é, amigos, daqui a, 1... 2... 3... 4... ...