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La Solitudine dei Numeri Primi

Tenho medo de dormir e ficar sozinha.
Tenho medo de ser um número primo.
Abraço a almofada e enrolo-me.
Tenho medo da consciência e do pensamento.
Tenho medo de chorar e de não conseguir chorar.
Fecho os olhos.
Tenho medo de beber e não esquecer.
Tenho medo da minha máscara.
Faço por não pensar.
Tenho medo de não conseguir vencer.
Tenho medo de não conseguir olhar.
Não consigo adormecer.

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S.

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Por fim...

Qual é o espaço mais sóbrio do grande manicómio social ? São perguntas como esta, que nos surgem numa leitura, que me fazem pensar. Com algum sentido de humor respondo: "tascas" ou "tabernas". Reflectindo: Serão as escolas, faculdades, redacções jornalísticas, tribunas políticas, tribunais? Para mim, não... Na minha modesta opinião, a resposta que melhor se adequa, e espantem-se caros leitores, é: "os velórios ". É neles que cada um ganha realmente consciência de que a vida terrena tem um fim. Até aqueles que julgam entender a efemeridade da vida, só nesta altura o compreendem verdadeiramente. Depois? Depois restam as lágrimas, que cessam algum tempo depois e nos reencaminham para a nossa antiga e rotineira existência, sem nos lembrarmos que a morte pode chegar. Pois é, amigos, daqui a, 1... 2... 3... 4... ...