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Bla, bla

A cada número correspondia uma e uma só coisa. Lancei o dado. Ele rodopiou, rodopiou e acabou por fugir da mesa e desaparecer. Fiquei dividida por todas as coisas sem optar por nenhuma. E, sentia-me tão bem por poder tê-las todas. Era um privilégio. O tempo passou e umas começaram a invejar as outras. Eu era uma só, mas com tanto para dar. Percebi que gostava de mais de tudo. Que vivia demasiado todos os dias. Que sentia demais as palavras que me dirigiam. Tentei controlar. Racionalizar tudo aquilo que sentia. Mas não consegui. Tentei não ligar. Deixar o tempo correr. Esperar. Vieram ter comigo. Tentei adormecer. Sonhar com dias perfeitos. Acordaram-me. Tentei viver. Fazer e agir sem pensar. Repreenderam-me.
E depois de tudo isto sinto-me mal com o nada que fiz! O que querem afinal ? Que eu desapareça? Que eu morra? Digam-me. Gosto tanto de vocês que sou capaz de fazer isso.
Querem-me convosco ? Mostrem-me e nunca mais vos deixo.
Mas, estou tão farta que só olhem para vocês. Estou tão farta de não conseguir distanciar-me. Estou tão farta de não conseguir ser como tu, que consegues fazer com que tudo passe ao lado! Estou tão farta de continuar aqui e de não poder ir por aí.
O pior? O pior é que dou mais do que o que recebo e isso dói tanto, mas tanto...

Comentários

Tânia disse…
Mas que merda tda é esta?

Hj acho q estou a tentar nao perceber nd,

DESCULPA, kuxi


Adoro.te
Anónimo disse…
Bla, Bla...
Conversa para ali
Pecado para acolá
Dia vivido
Dia não vivido
Há quem goste de passear e não dar graças a ninguém
E há quem goste de passear, não dar graças a ninguém mas querer que os outros passeiem e dêem graças...
É como as bençãos...
Olhar para fora é sempre melhor do que olhar para dentro, daí termos que espetar por vezes um microscópio ou um telescópio dentro dum corpo de alguém e enfiar o olho desse alguém lá.
Ou então podemos esperar que o mundo mude...porque nem com mil telescópio ninguém muda.
Jinhus

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S.

Aquilo não era eu. Aquilo não eras tu. Aquilo éramos nós. Agora, aquilo é apenas distância, estranheza e uma constante interrogação sobre a realidade desta memória. Eu amei-te. Tu amaste-me. Amámos-nos. Já não nos amamos. Tenho saudades de já não nos amarmos. Não tenho saudades tuas. Tenho saudades dele. Daquele que vi em ti naqueles dias. Foste o depósito da minha expectativa. Desculpa. Enganei-te. Enganaste-me. Enganámos-nos. Perdemos-nos um do outro. ..... ....... Merda! O que quero dizer é que tenho saudades tuas.

Por fim...

Qual é o espaço mais sóbrio do grande manicómio social ? São perguntas como esta, que nos surgem numa leitura, que me fazem pensar. Com algum sentido de humor respondo: "tascas" ou "tabernas". Reflectindo: Serão as escolas, faculdades, redacções jornalísticas, tribunas políticas, tribunais? Para mim, não... Na minha modesta opinião, a resposta que melhor se adequa, e espantem-se caros leitores, é: "os velórios ". É neles que cada um ganha realmente consciência de que a vida terrena tem um fim. Até aqueles que julgam entender a efemeridade da vida, só nesta altura o compreendem verdadeiramente. Depois? Depois restam as lágrimas, que cessam algum tempo depois e nos reencaminham para a nossa antiga e rotineira existência, sem nos lembrarmos que a morte pode chegar. Pois é, amigos, daqui a, 1... 2... 3... 4... ...