O pensamento usa, mais uma vez, a têndencia recorrente de fugir e viajar pelo passado. Os sentidos são ocupados por uma insensibilidade física total. A imobilidade vence e emerge uma passividade exacerbada.
Fantoche. Simples e controlado fantoche. Sem força de vontade. Com sentimento de auto-destruição. A querer fugir. Não quer olhar e muito menos sentir. Sente o que mais despreza. Tem quem menos quer. Anseia por alguém que não vem.
E a saudade? Ahhh! Essa bela palavra cá continua. Sente-se saudades do bom que já não o é. Dos momentos que já não o são. Das pessoas que já não estão. Dos amigos que já não compreendem. Do não cansasso. Dos objectivos alcançáveis.
Já não se fala de dor. Já não se sente. Já não se chora. Acabaram as lágrimas. Já não se fala. Escasseiam as palavras!
Restam a inércia, as incompreensões, as intolerâncias, a solidão e a espera!
Qual é o espaço mais sóbrio do grande manicómio social ? São perguntas como esta, que nos surgem numa leitura, que me fazem pensar. Com algum sentido de humor respondo: "tascas" ou "tabernas". Reflectindo: Serão as escolas, faculdades, redacções jornalísticas, tribunas políticas, tribunais? Para mim, não... Na minha modesta opinião, a resposta que melhor se adequa, e espantem-se caros leitores, é: "os velórios ". É neles que cada um ganha realmente consciência de que a vida terrena tem um fim. Até aqueles que julgam entender a efemeridade da vida, só nesta altura o compreendem verdadeiramente. Depois? Depois restam as lágrimas, que cessam algum tempo depois e nos reencaminham para a nossa antiga e rotineira existência, sem nos lembrarmos que a morte pode chegar. Pois é, amigos, daqui a, 1... 2... 3... 4... ...
Comentários
ViVe do q ainda há, rapariga! =)
Adoro-te*
Por mais tempo que dure e perdure a tempestade... Haverá sempre pequenos e significantes bonaças!!
Porque não olhar para as raizes como motivação de novas plantaçoes?!
=) Oh. Adoro-te
(oh que estupidez de pensamento)