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EJOH

Incessantemente, ao som de SOAD, relembro cada minuto, como se fosse intemporal. A passagem lenta, dolorosa e ingrata. As facas afiadas a cortarem lentamente a pele como se de papel se tratasse. A tinta e o sangue a escorrem todos os dias. E, eles corriam. Fracos, mortos, tristes, mórbidos, cabisbaixos.
Eu corria e nas encruzilhadas parava para ver o mar. Um mar azul muito límpido, coberto de calma, serenidade. As horas corriam ininterruptamente sem me pedirem autorização. Isto levava a que eu visse todos a avançarem sem pararem. Eu ali, sufocada, caída, sem ninguém. Todos passavam, ninguém me dava a mão.
Um dia, nasceu a primeira flor que tinha plantado. Muito pequena, muito frágil, mas estava ali. Eu colhia e o tempo trouxe novas flores, com mais força. Hoje, já me levantei, já não deixo que me cortem.
Hoje, apesar de tudo, estou bem.

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"É preciso viver, não apenas existir"

Sei que não distribuo bem o meu tempo.  Gostava de ler mais e estar mais tempo com algumas pessoas.  Sei que alguns amigos se foram e que outros vieram.  Gostava que todos ficassem.  Sei que não guardo ressentimentos.   Gostava de gostar mais de mim.  Sei que não gosto de ovas.  Gostava de provar Kopi Luwak. Sei que há pessoas com prioridades diferentes das minhas.  Gostava que as prioridades dos que gosto se encaixassem nas minhas.  Sei que as duas "Cláudias" vão ler isto.  Gostava que o Abílio e o Renato também lessem.  Sei que nem sempre estou sozinha.  Gostava de nunca me sentir.  Sei que gosto de chocolate. Gostava que um "pretendente" me oferecesse uma caixa. Sei que amamos o conceito.  Gostava de ter todos os que amo comigo.  Sei que hoje fui muito feliz com 3 pessoas.  Gostava que todos os meus dias tivessem um momento feliz.

Por fim...

Qual é o espaço mais sóbrio do grande manicómio social ? São perguntas como esta, que nos surgem numa leitura, que me fazem pensar. Com algum sentido de humor respondo: "tascas" ou "tabernas". Reflectindo: Serão as escolas, faculdades, redacções jornalísticas, tribunas políticas, tribunais? Para mim, não... Na minha modesta opinião, a resposta que melhor se adequa, e espantem-se caros leitores, é: "os velórios ". É neles que cada um ganha realmente consciência de que a vida terrena tem um fim. Até aqueles que julgam entender a efemeridade da vida, só nesta altura o compreendem verdadeiramente. Depois? Depois restam as lágrimas, que cessam algum tempo depois e nos reencaminham para a nossa antiga e rotineira existência, sem nos lembrarmos que a morte pode chegar. Pois é, amigos, daqui a, 1... 2... 3... 4... ...