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Obsessão!

São 3h da manhã e eu estou em Lisboa.
Hoje, porque me apetece, chamo-me Bárbara e os homens que fizeram o tempo dizem que tenho 19 anos.
Hoje vou dormir sozinha.
Esta noite não tenho companhia nem na cama, nem no quarto ao lado. Nem se quer sei se no apartamento ao lado está alguém.
Agora vou fumar o último cigarro antes de me deitar.
Não estou sozinha, hoje não estive sozinha! 
É bom ser a Bárbara e não estar sozinha.
Gosto de não ter tempo para pensar nas mesmas merdas de sempre!
Estou sem companhia e não estou sozinha.

Comentários

:) disse…
É bom saber que a Bárbara não se sente sozinha...
Mas e a Sheyla, sente?
B. Monteiro disse…
Já não me lembro quem estava comigo quando encarnei a Sheyla! Mas em todo o caso, a Sheyla nunca está sozinha...

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S.

Aquilo não era eu. Aquilo não eras tu. Aquilo éramos nós. Agora, aquilo é apenas distância, estranheza e uma constante interrogação sobre a realidade desta memória. Eu amei-te. Tu amaste-me. Amámos-nos. Já não nos amamos. Tenho saudades de já não nos amarmos. Não tenho saudades tuas. Tenho saudades dele. Daquele que vi em ti naqueles dias. Foste o depósito da minha expectativa. Desculpa. Enganei-te. Enganaste-me. Enganámos-nos. Perdemos-nos um do outro. ..... ....... Merda! O que quero dizer é que tenho saudades tuas.

Por fim...

Qual é o espaço mais sóbrio do grande manicómio social ? São perguntas como esta, que nos surgem numa leitura, que me fazem pensar. Com algum sentido de humor respondo: "tascas" ou "tabernas". Reflectindo: Serão as escolas, faculdades, redacções jornalísticas, tribunas políticas, tribunais? Para mim, não... Na minha modesta opinião, a resposta que melhor se adequa, e espantem-se caros leitores, é: "os velórios ". É neles que cada um ganha realmente consciência de que a vida terrena tem um fim. Até aqueles que julgam entender a efemeridade da vida, só nesta altura o compreendem verdadeiramente. Depois? Depois restam as lágrimas, que cessam algum tempo depois e nos reencaminham para a nossa antiga e rotineira existência, sem nos lembrarmos que a morte pode chegar. Pois é, amigos, daqui a, 1... 2... 3... 4... ...