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Quando me perguntam o que quero ser/fazer nunca sei bem o que responder. O que quero ser é uma coisa a que dificilmente conseguirei responder agora ou daqui a 20 anos. Para o que quero fazer também não tenho grande resposta. Quero fazer muita coisa, coisas que ainda nem sei que posso fazer ou como se fazem.
Porque é que não me perguntam quem quero ter ao meu lado enquanto tento responder a quem quero ser e fazer?
As pessoas com quem estava há um ano não são de todo as mesmas com as que estou agora. De uma maneira ou de outra alguns afastaram-se e outros aproximaram-se. Os que se afastaram eram em tempos os mais próximos e todos os eles, à sua maneira, me desiludiram. Se uns preferiram ficar ao lado de outros de quem gostavam mais, outros afastaram-se por escolhas feitas por mim.
Não sei se tomei as decisões mais correctas, mas o que fiz foi sempre a pensar no que gostaria que fizessem se "eu fosse o outro".
Sou demasiado imperfeita para agradar a todos... Tenho demasiadas cicatrizes do passado...
Gostava que quando me perguntassem o que quero ser eu pudesse responder: "quero ser feliz". Mas não consigo...

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S.

Aquilo não era eu. Aquilo não eras tu. Aquilo éramos nós. Agora, aquilo é apenas distância, estranheza e uma constante interrogação sobre a realidade desta memória. Eu amei-te. Tu amaste-me. Amámos-nos. Já não nos amamos. Tenho saudades de já não nos amarmos. Não tenho saudades tuas. Tenho saudades dele. Daquele que vi em ti naqueles dias. Foste o depósito da minha expectativa. Desculpa. Enganei-te. Enganaste-me. Enganámos-nos. Perdemos-nos um do outro. ..... ....... Merda! O que quero dizer é que tenho saudades tuas.

Por fim...

Qual é o espaço mais sóbrio do grande manicómio social ? São perguntas como esta, que nos surgem numa leitura, que me fazem pensar. Com algum sentido de humor respondo: "tascas" ou "tabernas". Reflectindo: Serão as escolas, faculdades, redacções jornalísticas, tribunas políticas, tribunais? Para mim, não... Na minha modesta opinião, a resposta que melhor se adequa, e espantem-se caros leitores, é: "os velórios ". É neles que cada um ganha realmente consciência de que a vida terrena tem um fim. Até aqueles que julgam entender a efemeridade da vida, só nesta altura o compreendem verdadeiramente. Depois? Depois restam as lágrimas, que cessam algum tempo depois e nos reencaminham para a nossa antiga e rotineira existência, sem nos lembrarmos que a morte pode chegar. Pois é, amigos, daqui a, 1... 2... 3... 4... ...