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Hino às minhas amizades

Sei que já cometi demasiados erros ao longo da minha vida.
As questões amorosas já me estragaram amizades e fiz coisas com as quais não concordo.
Mas, quero-vos dizer que façam a merda que fizerem vou estar sempre aqui, nem que matem alguém.
Posso não ser a pessoa mais querida do mundo, mas tento ser a que vocês precisam em dados momentos. Se estão mal, na vez de vos perguntar se posso ajudar, tento pensar nalguma forma de o fazer.
O que mais gosto em nós é que não perdemos tempo. Quando um de nós faz porcaria limitamos-nos a chamar à razão e não gastamos tempo em "estar chateados" ou em "não falar".
O que menos gosto em nós é quando perdemos tempo. Quando as nossas vidas nos roubam tempo.
Gosto da nossa sinceridade, das nossas parvoíces e das nossas noites. Gosto do abrigo que vocês me oferecem.
Sei que a vida nos vai levar por caminhos diferentes e que cada vez nos vamos ver menos e vão aparecer novos amigos, mas vocês serão sempre os meus velhos amigos. Aqueles com quem partilhei o meu primeiro amor e que me abraçaram quando chorei. Aqueles que conhecem os primeiros 20 anos da minha vida. Acima de tudo serão aqueles com quem eu mais cresci, que mais me ensinaram e que vou levar sempre comigo.
Nunca me vou esquecer do inglês do Abílio, por exemplo.
E uma das coisas que aprendi é que mesmo amigos que ficaram para trás nos deixam marcas e nos fazem ser melhores pessoas e isso não tem preço.
Amigos são todas as pessoas que nos marcam, que fazem  parte da nossa vida,  a quem num momento de aflição já ligámos e que aconteça o que acontecer nos são leais.
A primeira amiga que fiz foi a Margarida e o último é provavelmente o Baptista. Entre eles um sem número de pessoas entrou e saiu da minha vida. A alguns deles tenho o prazer enorme de chamar amigo!

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S.

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Por fim...

Qual é o espaço mais sóbrio do grande manicómio social ? São perguntas como esta, que nos surgem numa leitura, que me fazem pensar. Com algum sentido de humor respondo: "tascas" ou "tabernas". Reflectindo: Serão as escolas, faculdades, redacções jornalísticas, tribunas políticas, tribunais? Para mim, não... Na minha modesta opinião, a resposta que melhor se adequa, e espantem-se caros leitores, é: "os velórios ". É neles que cada um ganha realmente consciência de que a vida terrena tem um fim. Até aqueles que julgam entender a efemeridade da vida, só nesta altura o compreendem verdadeiramente. Depois? Depois restam as lágrimas, que cessam algum tempo depois e nos reencaminham para a nossa antiga e rotineira existência, sem nos lembrarmos que a morte pode chegar. Pois é, amigos, daqui a, 1... 2... 3... 4... ...