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Reflxão

Hoje espero que o mendigo pare de olhar para acender um cigarro.
Hoje vou sempre para a parte de trás do autocarro.
Hoje ando sempre com "phones" na rua.
Hoje perco muito tempo em viagens entre cá e lá.
Hoje sinto mais saudades daqueles que amo.
Hoje penso muito mais no futuro.
Hoje consigo dizer quem são os meus amigos.
Hoje consigo dizer disparates e não ficar envergonhada.
Hoje consigo não chorar.
Hoje consigo dar uma prenda sem ter uma data especial.
Hoje consigo acordar de manhã e ir para a piscina.
Hoje estou mais ocupada.
Hoje já só digo "não, desculpe." aos que me pedem dinheiro na rua.
Hoje despacho as testemunhas de Jeová que vão lá a casa.
Hoje consigo ser mais eu.
Hoje já tenho um Top 5 de filmes.
Hoje sei que quero ser fotógrafa.
Hoje sei que quero ser muitas coisas para além disso.
Hoje sei que já não o amo.
Hoje gosto de papaia.
Hoje não visto só preto.
Hoje sou mais feliz.

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S.

Aquilo não era eu. Aquilo não eras tu. Aquilo éramos nós. Agora, aquilo é apenas distância, estranheza e uma constante interrogação sobre a realidade desta memória. Eu amei-te. Tu amaste-me. Amámos-nos. Já não nos amamos. Tenho saudades de já não nos amarmos. Não tenho saudades tuas. Tenho saudades dele. Daquele que vi em ti naqueles dias. Foste o depósito da minha expectativa. Desculpa. Enganei-te. Enganaste-me. Enganámos-nos. Perdemos-nos um do outro. ..... ....... Merda! O que quero dizer é que tenho saudades tuas.

Por fim...

Qual é o espaço mais sóbrio do grande manicómio social ? São perguntas como esta, que nos surgem numa leitura, que me fazem pensar. Com algum sentido de humor respondo: "tascas" ou "tabernas". Reflectindo: Serão as escolas, faculdades, redacções jornalísticas, tribunas políticas, tribunais? Para mim, não... Na minha modesta opinião, a resposta que melhor se adequa, e espantem-se caros leitores, é: "os velórios ". É neles que cada um ganha realmente consciência de que a vida terrena tem um fim. Até aqueles que julgam entender a efemeridade da vida, só nesta altura o compreendem verdadeiramente. Depois? Depois restam as lágrimas, que cessam algum tempo depois e nos reencaminham para a nossa antiga e rotineira existência, sem nos lembrarmos que a morte pode chegar. Pois é, amigos, daqui a, 1... 2... 3... 4... ...