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A tal...

(...)
"tantas as coisas que juntos fizemos
tu e eu
custa a crer
mas a verdade é que o tempo correu
nem sempre é facil
ás vezes frases magoam
sem deixar magoas
porque amigos são os que perdoam
é quando se ve
quem é amigo de quem
no mal e no bem sentindo desdem
rodeado de gente sem nunca ter ninguem
alguem para falar
sempre pronto a escutar
a mão que se estende
a mão que te ajuda a levantar
que te corrige quando tu não sabes o que é certo
quem te dá água quando te perdes nalgum deserto
sempre por perto
sempre pronto para chorar ou rir
quem te conhece e sabe quando tu estás a mentir
não sou perfeito mas sabes que sou sincero"

(...)

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S.

Aquilo não era eu. Aquilo não eras tu. Aquilo éramos nós. Agora, aquilo é apenas distância, estranheza e uma constante interrogação sobre a realidade desta memória. Eu amei-te. Tu amaste-me. Amámos-nos. Já não nos amamos. Tenho saudades de já não nos amarmos. Não tenho saudades tuas. Tenho saudades dele. Daquele que vi em ti naqueles dias. Foste o depósito da minha expectativa. Desculpa. Enganei-te. Enganaste-me. Enganámos-nos. Perdemos-nos um do outro. ..... ....... Merda! O que quero dizer é que tenho saudades tuas.

Por fim...

Qual é o espaço mais sóbrio do grande manicómio social ? São perguntas como esta, que nos surgem numa leitura, que me fazem pensar. Com algum sentido de humor respondo: "tascas" ou "tabernas". Reflectindo: Serão as escolas, faculdades, redacções jornalísticas, tribunas políticas, tribunais? Para mim, não... Na minha modesta opinião, a resposta que melhor se adequa, e espantem-se caros leitores, é: "os velórios ". É neles que cada um ganha realmente consciência de que a vida terrena tem um fim. Até aqueles que julgam entender a efemeridade da vida, só nesta altura o compreendem verdadeiramente. Depois? Depois restam as lágrimas, que cessam algum tempo depois e nos reencaminham para a nossa antiga e rotineira existência, sem nos lembrarmos que a morte pode chegar. Pois é, amigos, daqui a, 1... 2... 3... 4... ...