Avançar para o conteúdo principal

dizem que o mais difícil é o título

É quando a sensação é ténue que eu mais te sinto.
É quando a folha balança ao sabor do vento que eu me lembro. Lembro-me de todos os segredos, de todos os momentos.
Eu sei que tu sabes. Sei que pressentes cada vez que eu lembro. Sei que te arrepias cada vez que eu sonho. Sei? Não sei bem se sei. Mas queria saber.
O tempo tem destas coisas. Dizem que apaga, mas a mim manteve viva a chama. Não sei se é laranja, vermelha ou castanha. Não se apaga. Não se deixa consumir. O tempo fortalece-a. Oferece-lhe esperança.
Pode ser inocência. A vontade que tenho não se altera. A partilha, a partilha que já não existe ou que está apenas esquecida.
E a bruma? A bruma que não me deixa ver-te. Esconde-te, transforma-te numa sombra negra e feia.
(Tens-me sentido?)
Usas relógio, mas não queres saber. Ou então sou eu que quero pensar que tu não queres saber. Uso palavras repetidas, é verdade. Já reparaste como nos passou tanto tempo ao lado ?
Sou só eu que te quero de volta? Sou só eu que não encontrei ninguém como tu? Sou só eu que tenho vontade de te abraçar?
Não quero ser eu novamente. Não resisto. O tempo corre e não perdoa os dias que deixámos passar, os segundos que perdemos, os sorrisos que desperdiçámos.
Só te tenho a dizer que não quero uma relação de cordialidade. Não quero que me digas apenas "bom-dia". Não quero que me levantes a mão quando eu passo.
Quero uma relação cúmplice, quero acordar com um beijo de bom-dia, quero que corras para o outro lado da estrada só para me abraçares.
Vou contar-te todos os segredos, vou chorar no teu colo, vou rir contigo, vou ser feliz. Se não for real, pelo menos que seja em sonho.
Acima de tudo, não te quero esquecer. Foste das melhores coisas que já tive, se já não tenho é porque tem de ser assim. Não vou forçar, não vou pedir, não vou sequer olhar.
Um dia quanto precisares de mim, eu e tu sabemos que vou estar no mesmo sítio, há mesma hora, com a mesma disposição. Vou limpar-te as lágrimas, vou dizer que tive saudades e dar-te o maior abraço do mundo.
Mas o verde, a esperança, continua.
Um dia, quando leres isto ...

Comentários

Duarte Silva disse…
Bárbara, és um espectáculo a escrever é o que te digo! Vais ter um big future a tua frente! :D


Beijinho!*

Mensagens populares deste blogue

"É preciso viver, não apenas existir"

Sei que não distribuo bem o meu tempo.  Gostava de ler mais e estar mais tempo com algumas pessoas.  Sei que alguns amigos se foram e que outros vieram.  Gostava que todos ficassem.  Sei que não guardo ressentimentos.   Gostava de gostar mais de mim.  Sei que não gosto de ovas.  Gostava de provar Kopi Luwak. Sei que há pessoas com prioridades diferentes das minhas.  Gostava que as prioridades dos que gosto se encaixassem nas minhas.  Sei que as duas "Cláudias" vão ler isto.  Gostava que o Abílio e o Renato também lessem.  Sei que nem sempre estou sozinha.  Gostava de nunca me sentir.  Sei que gosto de chocolate. Gostava que um "pretendente" me oferecesse uma caixa. Sei que amamos o conceito.  Gostava de ter todos os que amo comigo.  Sei que hoje fui muito feliz com 3 pessoas.  Gostava que todos os meus dias tivessem um momento feliz.

Por fim...

Qual é o espaço mais sóbrio do grande manicómio social ? São perguntas como esta, que nos surgem numa leitura, que me fazem pensar. Com algum sentido de humor respondo: "tascas" ou "tabernas". Reflectindo: Serão as escolas, faculdades, redacções jornalísticas, tribunas políticas, tribunais? Para mim, não... Na minha modesta opinião, a resposta que melhor se adequa, e espantem-se caros leitores, é: "os velórios ". É neles que cada um ganha realmente consciência de que a vida terrena tem um fim. Até aqueles que julgam entender a efemeridade da vida, só nesta altura o compreendem verdadeiramente. Depois? Depois restam as lágrimas, que cessam algum tempo depois e nos reencaminham para a nossa antiga e rotineira existência, sem nos lembrarmos que a morte pode chegar. Pois é, amigos, daqui a, 1... 2... 3... 4... ...