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501º post


Quando estamos entre 4 paredes sozinhos somos só nós e o cimento das paredes. Não que estejamos sozinhos, mas temos apenas as paredes e o nosso corpo com ou sem capacidades mentais.
Quando estamos entre 4 paredes com mais alguém, durante algum tempo, isso leva a todo um conjunto de hipóteses:
a) a nossa companhia é inexistente apesar de estar ali;
b) não gostamos da nossa companhia e passamos a gostar;
c) ficamos com a sensação de que aquela pessoa nos é mais do que realmente nos é;
d) apaixonamos-nos por essa pessoa;
e) Ficamos viciados naquela companhia.

- Agora pode fazer-se todo um "entrelaçamento" destas hipóteses.
Em relação ao livre arbítrio, poder-se-ia dizer que ele era afectado pelas 4 paredes. Mas, salvo algumas excepções, só estaremos dentro de 4 paredes se assim o desejar-mos, portanto continuamos a escolher.

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S.

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Por fim...

Qual é o espaço mais sóbrio do grande manicómio social ? São perguntas como esta, que nos surgem numa leitura, que me fazem pensar. Com algum sentido de humor respondo: "tascas" ou "tabernas". Reflectindo: Serão as escolas, faculdades, redacções jornalísticas, tribunas políticas, tribunais? Para mim, não... Na minha modesta opinião, a resposta que melhor se adequa, e espantem-se caros leitores, é: "os velórios ". É neles que cada um ganha realmente consciência de que a vida terrena tem um fim. Até aqueles que julgam entender a efemeridade da vida, só nesta altura o compreendem verdadeiramente. Depois? Depois restam as lágrimas, que cessam algum tempo depois e nos reencaminham para a nossa antiga e rotineira existência, sem nos lembrarmos que a morte pode chegar. Pois é, amigos, daqui a, 1... 2... 3... 4... ...